• Nilton Carlos Rodrigues

Ratinho Junior destaca desafios e conquistas do governo, além de sua trajetória familiar e política

O programa Gugu Bueno e Você deste sábado (10), que foi ao ar pela Rádio Colmeia, recebeu o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, no quadro Café com Prosa.

Em uma entrevista que revela o Paraná atual, os investimentos e planejamento para concretizar, no futuro, o Estado como protagonista em desenvolvimento no cenário nacional, o governador Carlos Massa Ratinho Junior, foi o entrevistado do quadro Café com Prosa, do programa Gugu Bueno e Você, transmitido pela Rádio Colmeia neste sábado (10) e pelas redes sociais. Ratinho também falou sobre sua história pessoal e política, os desafios da gestão à frente do governo do Estado e revelou-se um político-cidadão, moldado por princípios e valores que norteiam a vida da maioria dos paranaenses, conhecendo na prática as necessidades e anseios da população.


Quem é Ratinho Junior

Com 40 anos, casado com Luciana, pai de Alana, Yasmin e Carlinhos, empresário, formado em Marketing e Propaganda, pós-graduado em Direito pela Universidade Católica de Brasília, e com curso de especialização pela Universidade de Madri, na Espanha, o governador do Paraná, Ratinho Junior, é um homem como tantos outros, mas que tem a responsabilidade de tomar decisões para melhorar a vida da população paranaense.

Ratinho Junior nasceu e cresceu na pequena cidade de Jandaia do Sul, interior do Paraná, próximo a Maringá e Apucarana. Na adolescência, com o pai a procura de trabalho, a família mudou-se para Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, onde moraram com um a tia de Ratinho Junior, porque seu pai [o apresentador do SBT, Ratinho] naquela época estava sem emprego e não tinha como pagar um aluguel. “A gente ficou lá uns três, quatro anos, morando com a tia Márcia. Depois que arrumou emprego, meu pai conseguiu ir para Curitiba e arrumar casa. Então depois disso minha vida toda foi em Curitiba, mas muito ligada ao interior, porque os meus parentes todos são de Jandaia do Sul e na região. Então acabei tendo um convívio muito grande desde a minha infância até a adolescência com o interior”, lembra Ratinho Junior.


Ele conta que sempre com muito trabalho seu pai foi “tocando a vida” e começou a atuar no rádio e depois foi virou repórter de televisão, o que motivou Ratinho Junior a seguir seus passos na comunicação.

“Meu pai conseguiu comprar uma rádio AM, em São José dos Pinhais, em 1992 mais ou menos e eu tinha 11 para 12 anos de idade e fui ajudar ele na rádio. Eu fui ser sonoplasta da rádio para cobrir as folgas [do titular], que eram sexta, sábado e domingo, para ajudar meu pai já que não tinha condição de contratar um folguista e depois disso comecei a fazer rádio devagarinho, com 13, 14 anos e não parei mais”, conta o governador.

Influência do pai

Uma das falas mais marcantes de Ratinho Junior em sua posse como governador do Paraná foi quando ele agradeceu seu pai, de maneira emocionada, dizendo que aquele momento estava acontecendo porque seu pai o acordava todos os dias às 5h da manhã, falando que estava na hora de homem levantar e trabalhar.

“Aquele gesto dele, mesmo não sendo talvez da parte dele, mais que uma cobrança de pai, no sentido de fazer o filho acordar cedo, ele talvez não tinha nem noção da importância do gesto de motivar, de mostrar que a vida tem que ser através do trabalho, tem que ter dedicação, que tem de ter perseverança. São coisas do dia a dia da família do interior que têm esse hábito de acordar cedo e aquilo foi um gesto muito didático para mim, para minha vida. Eu aprendi que o trabalho dignifica; você não constrói nada além da sua dedicação no trabalho. Se você fica parado as coisas não vão acontecer”, enfatiza o governador.

Trajetória política

Com uma história política de sucesso, Ratinho Junior foi eleito deputado estadual em 2002 com mais de 189 mil votos; em 2006 foi deputado federal com mais de 205 mil votos; em 2010, eleito deputado federal novamente com quase 360 mil votos; em 2014, Ratinho Junior foi eleito deputado estadual com mais de 300 mil votos, sendo a maior votação do Brasil para deputado estadual naquelas eleições; em 2018 foi eleito governador do Estado do Paraná com 3.120.712 votos.


Questionado sobre o momento que a política entrou em sua vida, Ratinho Junior explica que tudo começou com a comunicação, o seu trabalho no rádio, um veículo de comunicação que aproxima as pessoas e acaba sendo um porta-voz da comunidade, fazendo do radialista um comunicador que acaba sendo um defensor das necessidades do dia a dia da população. “Sempre fiz programa voltado para a comunidade, em poder defender os interesses das pessoas e isso foi crescendo, mas também foi muito por gratidão a minha entrada na vida pública, porque o Paraná foi muito bom com a minha família”, explica.

O governador lembra que quando o seu pai passou a ter sucesso nacionalmente, “lá por 1997/1998”, houve uma mudança na vida de sua família.

“Tivemos uma condição de vida melhorada, melhor do que uma boa parte da população e o Paraná foi responsável por isso, porque o Paraná acreditou no Ratinho. Ele fez sucesso aqui primeiro para depois fazer sucesso fora do Estado. Toda minha família e eu somos muito gratos, então decidi entrar na vida pública para tentar, de alguma maneira, colaborar com o meu Estado”, conta.

Fazendo parte de uma nova geração de homens públicos, um político-cidadão, Ratinho Junior comenta sobre a satisfação de ter sido eleito governador.

“É um sentimento muito bom você poder ter esse reconhecimento pela população e ao mesmo tempo ter a honra e a responsabilidade de cuidar do seu Estado. Foram 16, 20 anos trabalhando todo dia, tendo que construir um projeto. Eu nunca fiz parte da elite política paranaense, então tive que desbravar um caminho longo. Meu grande sonho como homem público era ser governador do Estado e depois que a gente tomou posse o meu outro sonho é entregar um governo honrado e moderno para os paranaenses”, enfatiza.

Grandes desafios

Desde o início do mandato, o governador Ratinho Junior e sua equipe promoveram uma mudança política-cultural moderna, que foi implantada nas ações governamentais, provocando uma mudança de conceito na gestão pública estadual, tornando essa uma das principais marcas do governo, tirando projetos antigos do papel e tornando-os realidade. “Acredito a grande marca do nosso governo é uma gestão dos grandes desafios. Quando nós assumimos o governo eu fiz um grande planejamento com a minha equipe de pegar os assuntos que há 30, 40 anos se arrastavam no Paraná e que ninguém resolvia, mas eram fundamentais e estratégicos para o Estado, para o futuro”, explica o governador.

Ele cita exemplos como o fim da vacinação da febre aftosa, que ocorria desde 1958 e que acabava atrapalhando o agronegócio como um todo no Paraná. Ratinho teve que enfrentar setores da sociedade que não queriam que acabasse a vacinação da aftosa, porque eles ganhavam dinheiro com isso.

“Há poucos dias nós fomos reconhecidos como área livre de febre aftosa sem vacinação. Nós temos a melhor qualidade sanitária animal que os Estados Unidos, a Europa e a Austrália têm. Então toda a nossa produção de frango, de porco, de carne bovina, de peixe vai passar a ter um mercado de bilhões de dólares que não compravam da gente por causa disso”, salienta Ratinho.

O governador destaca ainda outras obras que eram reivindicações antigas da população como a segunda ponte dentre o Brasil e o Paraguai, que se arrastava desde a década de 1950, que hoje é feita pelo governo do Estado em uma parceria com a Itaipu e o governo federal. Ele cita ainda o Trevo Cataratas, em Cascavel, cuja obra está em andamento, a duplicação da Rodovia dos Minérios, na Região Metropolitana de Curitiba, há 30 anos sem sair do papel e que agora está sendo construída. O governo estadual vai duplicar também o trecho da PR-445, que liga o trevo de Mauá até Londrina.

“Então nós pegamos os grandes desafios do Estado e resolvemos tirar do papel e está rodando, tanto é que os nossos aeroportos foram privatizados, aumentamos a pista de Foz do Iguaçu, que não descia avião internacional e hoje recebe aviões dos Estados Unidos e da Europa; aeroporto de Cascavel que foi todo ele modernizado; aviação em Ponta Grossa; nós fizemos Guarapuava, Umuarama, Pato Branco, Toledo com voo. Nós temos a maior malha aeroviária do Brasil, nem São Paulo ganha da gente. Isso ajuda no desenvolvimento regional, você traz mais comércio entre as indústrias, entre as cooperativas, gente do Brasil inteiro pode vir para fazer compra dos nossos produtos aqui no Paraná”, enfatiza Ratinho Junior.

Construção de 30 mil casas

O Estado também lançou o maior programa de habitação do Brasil, com a construção de 30 mil casas, inclusive, com o governo do Paraná pagando o valor da entrada para que as pessoas possam fazer o financiamento. O sonho da casa própria é uma realidade que Ratinho Junior conhece bem, uma vez que passou por essa dificuldade quando sua família morou de favor com uma tia até conseguirem a casa própria.

“Acho que o fato de ter passado tudo isso na vida, com meus pais, de não ter uma casa, de ter que pagar aluguel, de morar de favor, me faz entender o sentimento de uma pessoa quando ela sonha em buscar uma casa própria”, afirma o governador.

Ele lembra que o programa também contempla a entrada do financiamento na Caixa Econômica de até R$ 15 mil.

“Além disso, o investimento do governo do Estado será de R$ 4 bilhões e vai gerar 100 mil empregos diretos. São projetos que transformam a vida das pessoas”, comenta.

Pedágio

O pedágio continua sendo o assunto do momento, mas o governador garante que o atual modelo, que está em vigor há 24 anos, não permanecerá nenhum dia depois do seu vencimento que ocorre em novembro. A concessão de pedágios do Paraná, que será feita pelo governo federal, ocorrerá pela bolsa de valores por exigência do governador Ratinho Junior.

“Eu fiz três exigências para o governo federal: que fosse feito pela bolsa de valores, porque só pode entrar empresa decente, que tem histórico bom, tem documentação e que tem condição de fazer a obra. Segundo, tem que ter obras. Nós fizemos um projeto que só de viaduto e trincheiras serão mais de mil em todo o Paraná; iluminação nas áreas urbanas, wi-fi; e além disso, um preço menor”, garante.

Nova Ferroeste

A malha viária para o transporte da produção é uma parte importante para a logística do Estado, mas as ferrovias também têm papel fundamental nesse processo, colocando a nova Ferroeste no centro dessa estratégia para o desenvolvimento do Paraná.

O governador revela, no entanto, que a Ferroeste, desde que foi inaugurada, em 1994, nunca deu lucro, com cerca de R$ 7 milhões de prejuízo por ano.

“Nós assumimos o governo e coloquei uma equipe técnica lá. Hoje nosso diretor é o André Gonçalves, de Cascavel. No primeiro ano a Ferroeste deu meio milhão de lucro; no segundo ano tinha R$ 5 milhões em caixa. Ela saiu de um prejuízo de R$ 7 milhões para ter um lucro de R$ 5 milhões”, destaca Ratinho Junior.

O novo trecho da Ferroeste inicia em Cascavel e passa por outras cidades da região Oeste como Tupãssi, Toledo, Maripá, Nova Santa Rosa, Terra Roxa e Guaíra, adentrando o Mato Grosso do Sul.

“A nova Ferroeste está saindo do papel. É um grande desafio, por isso desde que assumi o governo coloquei uma equipe para cuidar dela”, afirma o governador.

O novo traçado, com 1.285 quilômetros, vai ligar os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR), além de um ramal que vai ligar Cascavel a Foz do Iguaçu. Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País, chamado também de Corredor Oeste de Exportação.

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